segunda-feira, 3 de novembro de 2014

É camisa na passarela!
Ela, a camisa foi a peça que mais apareceu na semana de moda de Nova York.
Não sei se culpa do normcore (expresssão fashionista que traduz um jeito despretensiosamente cool de se vestir) ou  mesmo de um desejo de ser sentir confortável e elegante em qualquer hora do dia. O certo é que vários estilistas elegeram a camisa como a peça principal das suas coleções.
Vieram em diferentes versões,desde a manga curta:

Hugo Boss 
Delpozo


Manga longa no dia a dia 
Tory Burch
Michael Kors


E versão chic para noite e festas.

Oscar de La Renta

É camisa todo dia, o dia todo!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A trajetória da camisa


A camisa, é uma peça do vestuário que teve origem na roupa de baixo masculina, e no decorrer do século XX se tornou um clássico do guarda-roupa feminino.

No final do século XVIII, ela não deveria ficar aparente e era usada apenas como uma camada entre o corpo e o traje externo. Um dos primeiros usuários e principal divulgador dela como elemento de moda foi George Brummel, o máximo expoente do
Dandismo  no início do século XIX e grande adorador da elegância. A partir deste momento, esta peça começa a ser adotada pelos homens de maneira natural e a ser mais
valorizada. Ela passa a ser usada com o terno, traje sóbrio da época, e ficava a mostra
apenas nas regiões do peito e dos punhos. 
De uma peça do vestuário masculino, a camisa branca se tornou no século XX,
um símbolo de elegância para as mulheres. Ao longo deste período, ela percorreu uma
trajetória dentro do guarda-roupa feminino, na qual passou de veste apropriada para o
uso no trabalho a um clássico adequado a diversas ocasiões e ambientes.
No século XIX a camisa branca, conhecida por chemise, era longa, descia até o
joelho e era usada como peça de baixo.
Foi com o surgimento do tailleur em 1880 que as mulheres começaram a desfrutar das camisas brancas e a exibi-las. Esse traje foi concebido para vestir governantas, datilógrafas e balconistas: as mulheres trabalhadoras tinham a necessidade de roupas mais funcionais. A camisa branca do início do século era de “estilo eduardiano”, com nervuras, arremates e entremeios de renda e muitos bordados. 
Na virada do século XX, a camisa branca, usada com a saia rodada, era peça
fundamental do guarda roupa das mulheres norte-americanas.
           Em 1920, a camisa “aderiu” ao estilo marinheiro, folgada no corpo e terminada em uma faixa branca e larga que envolvia os quadris. Esta camisa fazia um estilo esportivo, informal e era usada na prática de esportes como tênis e golfe. 
Mas foi graças a grande estilista Coco Chanel que a camisa branca se tornou uma peça definitivamente indispensável para as mulheres. Chanel foi uma das primeiras mulheres a reconhecer o atrativo da camisa simples, branca, de estilo colegial, percebendo que ficava melhor com roupas simples e inspiradas no guarda roupa masculino .Combinada com os costumes simplificados dos anos de guerra, a camisa branca simples tornou-se uma marca registrada do novo modo de vestir.
Em 1926 o estilo “camisa e gravata” foi associado a mulheres intelectuais, como as do chamado grupo de Bloomsbury. 
Na década de 30, influenciada pela estrelas do cinema,  as camisas femininas estavam presentes  e Katherine Hepburn era uma das adeptas.


Na década de 1940, a camisa teve seu impacto significativo: os adolescentes começaram a usar as camisas descartadas por seus pais combinadas com as calças jeans.
Em 1952 surgiu uma versão da camisa branca conhecida como “blusa Bettina”: criada por Givenchy, possuía gola reversível e mangas largas cobertas com babados.

Nesta época, pós Segunda Guerra Mundial, a mulher começa a conquistar sua independência e, com isso, nas décadas seguintes a camisa se tornou uma peça básica e significativa dentro do guarda-roupa feminino.



No início dos anos 60 a camisa era um estilo mais colegial. Filmes como Jules et Jim ditaram a moda com suas camisas brancas combinadas com jaquetas pequenas, coletes, calças largas presas a altura do joelho, num estilo vagamente retrô causando um enorme impacto na moda jovem.

A década de 70 foi uma época de grandes transformações e a camisa voltou a ser simples, inspirando-se nas linhas fluídas das roupas esportivas, sendo usada sob pulôveres de lã ou coletes.

 No início dos anos 80 a camisa ganhou ombreiras e voltou a ser um uniforme de trabalho. Sob influência do estilo “eduardiano” (com muitas rendas, bicos e babados), passando uma aura de romantismo. No final da década a camisa está ligada ao bom gosto e austeridade sendo mostrada assim no filme “Uma secretária de futuro”.


No começo dos anos 90 a camisa branca volta ao mercado com força, valorizando uma silhueta feminina e estilosa.


Neste século a camisa se impõe como uma peça atemporal, vestindo as mulheres do trabalho às festas, sendo sinônimo de praticidade, conforto e estilo.